Está a colocar a esperança em locais errados. Ignora e esquece. O dia estava a meio e ela só queria sair dali. Saiu. Correu pela estrada onde o sol raiava, sem carros, deserta. Chegou ao seu melhor sítio, ao seu esconderijo secreto onde só ela podia permanecer, como se fosse um conto de fadas e aquele fosse o local mágico. Sentiu a brisa das árvores e simplesmente apreciou as folhas verdes a voarem pelo ar, com aquele gostinho de inverno quente. Finalmente tinha paz à volta mas um alvoroço na cabeça e dentro de si. Feita criança sentou-se no chão e encostou-se à árvore mais próxima do cantinho dela. Revirou todas as suas memórias e sorriu pelas boas. Mas o sorriso acabava pelas más. Más que ela já sabia que não se consertavam facilmente ou nem chegariam a consertarem-se, assim como ela. Ela não tinha conserto algum. Pensou nela e no que a faz feliz. Levantou-se e caminhou até às pequenas rochas que estavam próximas ao lago e distantes do esconderijo. Tirou o vestido e mergulhou.
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