Sentei-me naquele muro. Estava humidade pelo ar, causava visão turva mas não era isso que ia estragar as minhas palavras. Escrevi sobre mim, sobre os meus medos, sobre nós, sobre um possível futuro e sobre o que ainda me atormentava. Ultimamente tenho dado tudo de mim, apoiado-te incondicionalmente e estado sempre presente. A linha está a estremecer e não sei como a acalmar de novo, está inverno, frio, e as coisas ficam frias por vezes. É uma fase que peço apenas carinho, compreensão, apoio e muito amor, como sempre, mas desta vez mais, apenas um pouco mais. E atenção, friso a atenção. Sou de meias palavras mas preciso de toda a tua atenção para mim, quer seja dia ou noite. Pelo dia penso em nós com uns anos à frente, 2 ou 3, são planos e sonhos, diz-me que os realizas comigo. E que os queres realizar comigo, só comigo. Podes também dizer-me ao ouvido que tens esperança em continuar a ser feliz comigo, que sou um dos teus pontos cardeais como tu és um dos meus, uma das direcções da tua vida, e que sou tua, só tua, e tu meu, e só meu. Hoje fico por aqui, fecho o caderno e amanhã continuo numa nova página.

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